domingo, 19 de agosto de 2007

Talvez...

Talvez...

"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida. Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar um derrotado.

Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei me banhar na chuva.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.

Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei com que a música siga o compasso dos meus passos

Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.
Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.

Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira.
Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.

Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: "Ainda não chegou o fim".
Porque no final não haverá nenhum "talvez" e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia."

seu maior inimigo pode ser visto olhando-se no espelho.

O seu maior inimigo pode ser visto olhando-se no espelho.

Se um homem entra em uma briga física com outro homem e é derrotado, esse fato o persegue por muito tempo, e surgem sentimentos como vergonha, ira e sede de vingança. Um animal, quando em disputa em uma briga com outro de sua espécie pelo território ou qualquer outro motivo e perde, não age da mesma maneira.

Muitos podem dizer que os animais são seres irracionais e que, portanto, não teriam como "remoer" a derrota, porém não lhe parece irracional se amargurar por algo que já está no passado? Não seria mais racional retomar a vida e seguir em frente apesar da derrota (fato comum na vida de todo ser humano)?

Um dos maiores esportistas brasileiros nos dá uma grande lição de superação. Após um acidente, Lars Grael teve uma de suas pernas amputadas. No entanto, esse terrível fato não o impediu de mostrar sua força de superação. Em uma entrevista, perguntaram ao atleta:

"Após o acidente, como você aprendeu a conviver com a deficiência física?"

"Inicialmente, é sempre um trauma, mas o exemplo de outros atletas e de pessoas que passaram por problemas iguais ou piores - respondeu Lars - me fez ver que a minha vida não tinha acabado. Era possível viver e ser feliz, convivendo com a minha deficiência."

Atualmente, o campeão dedica-se ao esporte e à política em prol de pessoas com deficiência e idosos.

Thomas Edison fez funcionar a lâmpada em 1882, mas antes disso teve em torno de mil experiências até conseguir que uma delas funcionasse. Um repórter, ao entrevistá-lo na época, perguntou como ele se sentia diante de tantas tentativas fracassadas. Edison respondeu: "não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada! Acontece que foi um processo de 1.000 passos".

É preciso determinação e perseverança nos momentos mais difíceis. Essa combinação talvez seja uma das essências dos resultados positivos.

As pessoas que vencem aprendem a ser maiores que seus problemas e dificuldades e não se intimidam diante de derrotas temporárias. Tanto perder quanto ganhar fazem parte do jogo da vida.

Temos tantos exemplos de profissionais que deixaram de lado a lamentação por um tropeço e abandonaram a idéia de fazer drama ou se sentirem desprestigiados após perderem um cliente, um negócio ou um emprego. Não estou fazendo apologia à derrota como grande professora, mas estou querendo mostrar que as perdas devem ser vistas como um processo de aprendizagem. Dura e cruel, difícil de engolir, mas necessária nos momentos de crescimento e evolução de cada um de nós.

Imagine a cabeça de um jogador profissional ao perder dois pênaltis em uma mesma partida. Isso aconteceu de fato, e o profissional ficou apagado no restante da partida e, no final, saiu de cabeça baixa.

O maior cestinha do mundo novamente nos dá uma valiosa lição de perseverança e presença de espírito. Muitos jogadores deixam de arriscar quando a bola não entra nos primeiros arremessos. Oscar, ao contrário, continua arremessando, mesmo quando erra, e a explicação dele é simples, mas genial:

"Continuo porque sei que, a partir de um momento, a bola vai começar a entrar." E, como sabemos, a bola entra mesmo.
Não existe vergonha em ter problemas ou sofrer derrotas. Isso acontece comigo, com você e com todos que não usam capa de super-herói e saem voando pela cidade afora. Terrível é se permitir levar uma vida medíocre, com resultados ínfimos por medo de arriscar-se.

Tirar das derrotas lições de vida a serem aplicadas ao nosso cotidiano deixou de ser algo distintivo e passou a ser uma obrigação de cada um de nós.

Mas não acredite que derrotas e fracassos sejam a mesma coisa. Derrotas são momentâneas. Fracassos se tornam permanentes pelo fato de adquirirmos medo do que vem pela frente.

É fácil seguir em frente quando a "maré" está boa, o difícil é prosseguir quando a situação é crítica. São nesses momentos que os super-heróis sem capa mostram sua força

Integridade

Integridade



Josefth Claudius



A verdadeira integridade é trabalhosa, requer uma atenção permanente e coragem, quando o que pensamos está em concordância com o que sentimos, falamos e fazemos,aí estamos vivendo a verdadeira integridade. Quando não nos preocupamos em falar ou fazer o que uma situação ou pessoas esperam de nós, mas sim,agindo, sendo absolutamente verdadeiro com os nossos princípios e sentimentos e sobretudo com AMOROSIDADE,somos aí fieis,íntegros conosco. A sociedade pede e vive a hipocrisia por isso é trabalhoso viver de maneira íntegra.

FRIO QUE VEM DE DENTRO

O FRIO QUE VEM DE DENTRO

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.

Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam
de frio antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira.

Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era racista.

Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.

Então, raciocinou consigo mesmo: "Aquele negro!
Jamais darei minha lenha para aquecer um negro".

E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida.

Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.

Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.

O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento.

Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.

Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender.

Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem".

E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha.

Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.

Este pensou: "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador.

Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?),para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho.

Seu raciocínio era curto e rápido: "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis.

A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.

Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "O frio que os matou não foi o frio que vem de fora, mas o frio de vem de dentro".

Não deixe que o frio que vem de dentro, mate você.

Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o cercam. Não deixe que o frio deste mundo mate você. Abra seu coração e dê alegria e motivo para você viver e aos que o cercam também.

Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.

Mantenha a fogueira acesa. Não deixe a esperança se apagar na última brasa da fogueira. Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama Divina da vida onde quer que você esteja, onde quer que você vá...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

SUPERANDO OBSTÁCULOS

SUPERANDO OBSTÁCULOS

Não ames o sono, para que não empobreças - abre os olhos e te fartarás de pão. Pv. 20:13;

trabalhar para ajuntar tesouros usando mentiras ,é vaidade e todos que a isso são impelidos buscam a morte, Pv. 21:6;

Teus hábitos devem serem dirigidos pela Palavra de Deus, caso contrário, sua vida será uma constante de tentativas e erros, trazendo apenas confusão.
Ser humilde, buscando aprender sempre, constitui-lhe um abençoado hábito. Sem humildade e altivez, ainda estaríamos na pré-história.

O Espírito de Deus, atuando no homem, conduz-o as atividades soberanas da vida, permitindo a consciência dispor de tempo e energia dedicadas aos aspectos criadores (ou de criação), da vida. Suas atitudes, sua personalidade (caráter) é moldado desde pequeno e é dom de Deus, porém, você pode direciona-lo erroneamente e nestes casos, ao tempo que deveria construir... destroem!

Sempre que você iniciar alguma coisa, necessitará de muita atenção, ou não há como conseguir realizar-se; por vezes, pagamos um alto preço com exibição "tosca" de nós mesmos, sem coordenação, apesar de pensarmos que estaríamos fazendo a coisa certa.

Cuidado com o aperfeiçoamento das coisas erradas; pois ao nós especializarmos em fazer errado, surpreendentemente aparecerá satisfação ao fazer e infelizmente, ficaremos satisfeitos com nossas imperfeições, apenas porque fazemos com perfeição.


Necessitamos rever o que somos e corrigir a maneira de ser, impor uma nova idéia, uma nova conduta. Muitas vezes as pessoas pedem ajuda, mas quando mostram-lhe o caminho certo, recusam-o. Esquecem-se que seus hábitos forçam-o ao caminho errado e a razão principal de insistir no velho hábito é o próprio hábito. Romper ou quebrar um hábito (ou costume), significa força de personalidade e força espiritual.
Teu espírito é de Deus e logo deve orientar-se na Palavra de
Deus. "SE" necessário for, mudar tuas rotinas religiosas para com isso ficar mais perto de Deus, não hesite!


Você deve aprender a não ter rotina de hábitos; procurar ler mais, aprender mais, prevenir a inflexibilidade dos costumes. Deve também variar a classe de leitura, notadamente as evangélicas. Você deve estar aberto as várias denominações cristãs e observar seus pontos de vistas, pois cada qual tem seu próprio "ponto de vista" e devemos respeitá-los.


Acompanhar os tempos, também é atualizar-se e não acomodar-se. Viajar faz bem a qualquer pessoa, porém, nem todas podem viajar, mas há outras maneiras para manterem suas mentes despertas. Concluído: você deve estar sempre aberto a novas situações; conservar o que tem de mais eficiente; manter a mente jovem, fugir de hábitos antiquados, buscar novos objetivos..

sábado, 4 de agosto de 2007

Possibilidades em Terapia Ocupacional

Possibilidades em Terapia Ocupacional

Márcia Cristina Garcia Rogério
Terapeuta Ocupacional, professora da ESEHA (Escola Superior de Ensino Helena Antipoff), Supervisora Docente do Setor de Terapia Ocupacional Geral da Associaão Pestalozzi de Niterói. E-mail: rogerio.ze@superig.com.br

Denise de Moraes Simões
Terapeuta Ocupacional, Supervisora Responsável do Setor de Terapia Ocupacional Geral da Associaão Pestalozzi de Niterói.
Eduarda M. Guaraná, Fernanda de Sousa Marinho, Francine Dias, Janaina Faria de Carvalho, Juliana Lopes Costa, Sara da Hora Ferreira da Silva (Acadêmicas do Curso de Terapia Ocupacional da ESEHA e Estagiárias do Setor de Terapia Ocupacional Geral da Associaão Pestalozzi de Niterói).

O presente estudo foi desenvolvido como atividade complementar de estágio no setor de Terapia Ocupacional Geral da Associação Pestalozzi de Niterói,RJ, e objetiva fazer uma releitura de pontos importantes do estudo da ação do Terapeuta Ocupacional, assim como das várias possibilidades de ver o OUTRO, o cliente, a atividade, o material e a interação provocada pelas várias relações que se estabelecem durante o processo terapêutico ocupacional, principalmente quando se trata de uma clientela com desabilidades físicas, associadas às sensório-percepto-cognitivas, sociais e emocionais.

Este estudo pode ser visto como analítico, uma vez que se partiu de estudos bibliográficos e se ampliou a pesquisa pela observação e acompanhamento de pacientes em diversas situações de saúde física e mental.

A clientela é em sua maioria de baixa renda e sem importante suporte familiar.

O tratamento terapêutico ocupacional desenvolveu-se através de atividades de diferentes naturezas e em diversos estágios de desenvolvimento do problema que os levou à busca do tratamento.

Cada acadêmico responsabilizou-se pelo estudo de um determinado material que foi posteriormente analisado, interrelacionado e condensado por todo o grupo.

Há muito tempo os estudos vêem mostrando que, considerar o corpo como uma “máquina que pode ser analisada em termos de suas peças”1, e a doença encarada como uma desordem ou mau funcionamento de uma ou mais de suas engrenagens, constitui-se numa visão por demais reducionista do homem destituindo-o de toda e qualquer possibilidade de autonomia e transformação em relação a si mesmo. O modelo biomédico há muito mostrou-se insuficiente frente às novas situações do processo saúde-doença, em que se percebe nitidamente a indissociabilidade entre corpo e mente. Sabe-se que não s essa interação se faz, que o homem influencia e é influenciado por seu grupo, sua comunidade, seu social. Nasceu, então, a visão do homem como ser bio-psico-social.

“Ao longo do tempo, a compreensão dos paradigmas estabelecidos levou-me a duvidar de sua aplicabilidade a todos os campos do saber humano, as regras estabelecidas pelas ciências não alcançam a plena essência humana, já que partem sempre do homem conceituado como o ser do corpo e da mente, aí permanecendo como objeto do conhecimento. Apelei para algo que, em não desfazendo esta relação e dela partindo, a ultrapasse: apelei para o Espírito. E esse, os paradigmas da pesquisa científico-universitário não alcançam.” (Rui Chamone Jorge)

Atualmente o entendimento se amplia e começamos a despertar para uma abordagem holística em saúde, em que o homem sujeito e “agente em seu plano terapêutico e não mero receptor de uma ação técnica desvinculada de seu contexto e de seu saber.”2 Encontramos o homem como pessoa sob e sobre os efeitos de uma história de vida carregada de situações que favorecem o aumento ou regressão de auto estima, da imagem corporal, da identidade. Essa forma de ver o homem e, conseqüentemente, o respeito desencadeado à sua individualidade, transforma a relação terapeuta-paciente em todos os níveis, permitindo, inclusive, o desenvolvimento de um setting terapêutico ocupacional rico em possibilidades de novas experiências.

Independentemente da área de ação da Terapia Ocupacional, o seu desenvolvimento “reside no uso de atividades de forma livre e criativa e na compreensão de que esta ação é geradora de conhecimento e, portanto, de um novo homem.”2 A visão global e totalizadora da Terapia Ocupacional possibilita recuperar a essência do Homem e de seu fazer, estabelecendo na relação paciente-atividade-terapeuta um universo de alternativas para a expressão e elaboração de sentimentos, valores, saberes, enfim, da representatividade da singularidade do indivíduo-sujeito em sua comunidade.

Se a base da Terapia Ocupacional é a ação e toda ação implica uma reflexão, o trabalho, além de seu caráter social, torna-se grande instrumento formador da consciência do homem, de uma nova consciência de si e da realidade a sua volta. “O homem pensa porque tem mãos.” – tese de Anaxágoras, pode ser entendida como a possibilidade de reflexão que toda ação, toda atividade, seja ela manual ou não, todo sentimento, traz ao indivíduo. O fazer, seja ele material, intelectual, corporal, implica em movimento interno que promove o crescimento do sujeito que reflete no que faz e a partir do que fez, revendo posições, atitudes, valores; assim independente da ação Terapêutica Ocupacional se dar no campo das funções físicas, intelectivas ou mentais, pode-se observar a importância da materialização de tudo o que envolve o sujeito. Segundo Fayga Ostrower, “a forma converte e expressão subjetiva em comunicação objetivada”, e como forma podemos entender não só a atividade concreta, envolvendo a plástica, mas todo tipo de comunicação como a música, a dança, o comportamento, os gestos, enfim, tudo o que de maneira não verbal seja carregado de significado. Este é o lugar e a ação que define a Terapia Ocupacional no seu status de Ciência.

Ciência ?! Toda ciência está diante de um problema a ser elucidado e de conceitos que possibilitem ao cientista-profissional compreender e descrever o que é observado. Na Terapia Ocupacional, enquanto ciência, esse sistema de três elementos, Objeto-Sujeito-Imagem, abrem a visão de três ramos para o domínio, demonstra que “existe um sujeito, que interage com materiais, produzindo objetos e, estes, possibilitarão o conhecimento do sujeito sobre ele mesmo, e, ainda, o aprimoramento da capacidade de produzir e o estabelecimento de novos conceitos. 3 O homem em atividade torna-se capaz de entender-se por meio dos objetos e materiais que utiliza, que percebe e fabrica. Assim, perceber e perceber-se não são situações passivas, mas uma conquista ativa e crítica que envolve a tudo e todos no setting terapêutico ocupacional.

A ação terapêutica ocupacional traduz-se pela atividade-trabalho planejado e desenvolvido pelo sujeito. “O trabalho intelectual ou prático para ser efetivo tem que gerar comunicações plásticas ou verbais. Quando não se exterioriza perde-se na memória; não causa efeitos sobre o homem e o mundo. Torna-se ação inútil do ponto de vista transformador. Transformar é produzir, fazer circular conhecimentos.”4

“O trabalho é uma ação volitiva e intencional do homem sobre um material, a fim de conseguir um produto, pela sua transformação, para satisfazer uma necessidade. O trabalho eminentemente humano, traz gratificação, confere status ao trabalhador, dá-lhe (...), identidade social, poder, reforço a individualidade e oferece condições de sobrevivência.”5 De acordo com o senso comum, o homem que não dispõe de recursos para promover sua subsistência é considerado dependente, e a condição de dependência ou autonomia de um homem relaciona-se com seu estado de saúde ou doença. “Um homem desvitalizado, sem ter um sentido para a sua vida, um doente.”6

O desenvolvimento das atividades na Terapia Ocupacional permite o reconhecimento pelo paciente de suas próprias habilidades motoras, cognitivas, sensoriais, artísticas, entre outras, anteriormente desconhecidas ou pouco exploradas.
Assim, o trabalho em Saúde, e mais especificamente, o terapêutico ocupacional, pressupõe a necessidade de pesquisarmos nossos próprios valores, sentimentos e limites a fim de sabermos nos relacionar com o poder, o saber, o conviver, o crescer e amadurecer, que efetivamente não ocorre unicamente com o cliente, mas nos transforma em participantes de um processo interlocutivo. 7 Da mesma forma que a ação do indivíduo em tratamento o transforma, somos também transformados por nossas ações diárias.

Referências
1. NASCIMENTO, Beatriz Ambrósio do. .Ultrapassando o Modelo Biomédico. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar. Vol.2 – Nº 2 1991.

2. FUZIKAWA, Priscila Leiko. Uma contribuição para o entendimento da Terapia Ocupacional. Cadernos de Terapia Ocupacional – Ges-to. MG. Ano VII – Nº 1- outubro/95.

3. VIANA, Ronaldo Guilherme Viteli. Terapia Ocupacional – Oficina do Homem se Fazer. Cadernos de Terapia Ocupacional. Ano VII – Nº 1 – Outubro/1995.

4. CHAGAS, Andréa Luíza Drumond das; FARIA, Maria Bernardete S. Roque de. Conhecimento-Produção-Consciência-Saúde – Uma Conexão Possível. Cadernos de Terapia Ocupacional. Ano VII – Nº 1 Outubro/1995.

5. PALHARES, Rosana; ARAUJO, Zachaber de. Terapia Ocupacional – Possibilidade de Ajuda. Cadernos de Terapia Ocupacional, Ano VII Nº 1 – Outubro/1995.

6. SCHINDLER, Victória J. Intervenão da Terapia Ocupacional Psicossocial com pacientes com AIDS. Traduzido por Cláudia Martinez e M. Luisa Emmel. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar. Vol. - 2 Nº 2 1991.

7. BRITTO, Luis Percival Leme. A Afasia do Terapeuta Ocupacional. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar. Ano I – Vol. 1 – Nº 2 – Agosto/1990 Janeiro/1991.
8. OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criaão. Ed. Vozes – RJ. 1987.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

É NECESSÁRIO MUDAR

É NECESSÁRIO MUDAR
Tese de um pensador russo chamado Gurdjief.

Ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

1 - Faça pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2 - Aprenda a dizer NÃO sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer AGRADAR a todos é um desgaste enorme.

3 - Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4 - Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, você se exaure.

5 - Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem sua atuação, a não ser você mesmo.

6 - Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.

7 - Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8 - Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9 - Tente descobrir o prazer de fatos quotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10 - Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11- Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12- Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.

13 - É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de 100 quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14 - Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15 - Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16 - Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo...para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17 - A rigidez é boa na pedra, não no ser humano. A ele cabe firmeza.

18 - Uma hora de intenso prazer, substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19 - Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20 - Entenda de uma vez por todas, definitivamente e consultivamente: você é o que você faz...