segunda-feira, 23 de julho de 2007

Conta-se que um homem, desejando alcançar a santidade, retirou-se do convívio dos demais homens e recolheu-se a uma gruta.

Seu único alimento consistia em raízes, avelãs e um pouco de pão que, eventualmente, alguns camponeses lhe davam.

Passava o dia inteiro orando e lendo as sagradas escrituras. De hora em hora, durante a noite, levantava-se para orar.

Passados alguns anos, rogou a Deus:

Senhor, mostra-me alguém que tenha conseguido maior santificação do que eu. Assim, poderei melhorar minha própria vida.

Atendendo sua prece, o Senhor lhe enviou um Mensageiro Espiritual que lhe disse:

Amanhã vai à cidade e no mercado encontrarás um palhaço. Ele é o homem que procuras/

O eremita ficou um tanto desapontado, pois acreditava que não houvesse ninguém melhor que ele.

Mas fez o que lhe foi dito. Na praça pública viu um palhaço que tocava música, entoava uma canção, em seguida fazia uns truques de mágica. Depois, passava o chapéu para recolher as moedas.

Terminada a apresentação, o eremita, com desgosto, o puxou a um canto da praça e lhe perguntou o que ele fizera de bom, que orações e penitências ele teria feito para ser amado por Deus.

O sorriso desapareceu da boca do palhaço e ele disse:

Homem, não faças troça de mim. Não me recordo de ter feito alguma caridade. Tudo que sei é tocar minha flauta, rir e cantar por alguns trocados.

Mas o que se considerava santo, insistiu. Contudo, o menestrel não se lembrava de nada de bom que tivesse feito.

Finalmente, o eremita perguntou-lhe se ele sempre fora vagabundo. Então, o palhaço disse:

De verdade, não. Há alguns anos, ganhei uma grande quantia como herança, depois da morte de meu pai.
Tomei dos valores e andando pela estrada vi uma mulher, cansada e chorando. Parecia ter sido perseguida por ferozes inimigos.

Porque me aproximasse e a indagasse, ela falou que seus filhos e seu marido haviam sido levados como escravos, para pagamento de uma dívida.

Ela também logo seria levada como escrava, como pagamento final. É claro que eu lhe dei todo o dinheiro para que ela comprasse a sua e a liberdade da sua família.

Isto explica minha pobreza. Não houve mérito nenhum. Qualquer um faria o mesmo. É um ato tão banal que até mesmo me esquecera dele.

O eremita entendeu, então, porque Deus considerava aquele homem melhor que ele.

Aprendeu que ele fora muito egoísta, afastando-se dos homens, porque há muitas formas de servir a Deus.

Alguns O servem nas estradas, ajudando estranhos em necessidade ou desespero. Outros vivem nos lares trabalhando, educando seus filhos, mantendo-se alegres e gentis.

Outros mais suportam com paciência a dor. Enfim, infinitas são as maneiras de servir à Divindade e alcançar a perfeição, tantas e diversas que somente o Pai Celestial as vê e conhece.



* * *

O servidor do Cristo deve deixar que brilhe a sua luz, renunciando a si mesmo e dedicando-se ao semelhante.

Quem serve verdadeiramente, não busca recompensa, nem agradecimentos. Não se preocupa com a ingratidão.

Serve pela satisfação e a honra de servir.

Justificação pela fé

Justificação pela fé: fora de moda?
Benjamim B. Warfield


Às vezes nos é dito que a Justificação pela Fé está "fora de moda", obsoleta. Seria uma pena se fosse verdade. Isso significaria que o caminho da salvação estaria fechado e "nenhuma passagem" estaria "pregada sobre as barreiras". Não há nenhuma justificação para pecadores a não ser pela fé. As obras de um pecador serão sempre, é claro, tão pecaminosas quanto ele mesmo, e nada exceto a condenação pode ser construído sobre elas. Então onde poderia ele conseguir obras nas quais pudesse fundamentar a sua esperança de justificação, exceto em algum Outro? A sua esperança de Justificação, lembre-se, é de ser declarado íntegro diante de Deus. Será que Deus poderia declará-lo íntegro sem ser com base em obras que são, elas mesmas, íntegras? Onde um pecador poderá arrumar obras que são íntegras? Seguramente, não em si mesmo; afinal, não se trata ele de um pecador, e todas as suas obras tão pecaminosas quanto ele? Ele precisa, então, sair de si mesmo e encontrar obras que ele possa oferecer a Deus como justas. E onde ele poderá encontrar tais obras se não em Cristo? Ou como fará ele com que elas passem a ser suas a não ser pela fé em Cristo?

Justificação pela Fé, portanto, não é oposta à justificação através de obras. Só há contradição com a justificação por nossas Próprias obras. É uma justificação pelas obras de Cristo. A questão inteira, conseqüentemente, é se nós podemos esperar ser recebidos no favor de Deus com base no que nós fazemos, ou apenas com base no que Cristo fez por nós. Se nós esperamos ser recebidos com base no nós mesmos fazemos - isso é chamado Justificação por Obras. Se o nosso fundamento é o que Cristo fez por nós - isso é o que significa Justificação por Fé. Justificação por Fé significa, portanto, que nós olhamos para Cristo e para ele somente em busca de salvação, e vamos a Deus alegando que a morte e a retidão de Cristo são a base da nossa esperança de sermos recebidos no favor dEle. Se a Justificação por Fé tornou-se obsoleta, isso significa, então, que a salvação em Cristo está obsoleta. Não há nada a se fazer, se for assim, a não ser que cada homem faça o melhor que puder para se salvar.

"A dificuldade em apresentar nossos próprios méritos diante de Deus não é que nossos méritos não seriam aceitáveis a Deus. A dificuldade é que nós não temos nenhum mérito nosso para lhe apresentar."
Portanto, Justificação por Fé não significa "salvação por acreditar em certas coisas" em vez de "salvação por fazer o que é certo". Significa pleitear os méritos de Cristo perante o trono da graça em vez de nossos próprios méritos. Pode ser correto acreditar em certas coisas, e fazer coisas certas certamente é certo. A dificuldade em apresentar nossos próprios méritos diante de Deus não é que nossos méritos não seriam aceitáveis a Deus. A dificuldade é que nós não temos nenhum mérito nosso para lhe apresentar. Adão, antes da queda, tinha seus próprios méritos, e porque ele os tinha ele era, em si mesmo, aceitável a Deus. Ele não precisava de Outro para se interpor entre ele e Deus, cujos méritos ele pudesse pleitear. E, por isso, não havia nenhuma conversa sobre ele ser Justificado por Fé. Mas nós não somos como Adão antes da queda; nós somos pecadores e não temos nenhum mérito em nós mesmos. Se nós tivermos que ser justificados, terá que ser com base nos méritos de Outro, cujos méritos possam ser feitos nossos pela fé. E foi por isso que Deus enviou seu Único Filho para que todo que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Se nós não crermos nele, obviamente teremos que perecer. Mas se nós acreditarmos nele, nós não morreremos, mas teremos a vida eterna. Isso é tão somente a Justificação pela Fé. Justificação pela Fé não é nada mais, nada menos, do que obter a vida eterna crendo em Cristo. Se a Justificação por Fé está obsoleta, então a salvação em Cristo está obsoleta. E como não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre homens, pelo qual devamos ser salvos, se a salvação em Cristo está obsoleta então obsoleta está a própria salvação. Seguramente, em um mundo cheio de pecadores precisando de salvação, isso seria uma grande pena.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Dez segredos para manter a paixão

Dez segredos para manter a paixão no casamento

Suellen Vallini
Grande parte dos casais com mais de dez anos de casamento sente dificuldades para manter acesa aquela paixão do início do namoro. Se este for o seu caso, não se desespere. A terapeuta de casais Cláudya Toledo afirma que isso é completamente normal e sugere alguns "mandamentos" para reverter a situação.
A falta de diálogo e flexibilidade na aceitação do outro são, segundo ela, as principais causas dos desgastes nos relacionamentos conjugais. Mas seguindo algumas dicas básicas, Cláudya diz que é possível renovar a relação e voltar aos "velhos tempos".
Quem já testou os "10 mandamentos para um casamento feliz" garante que funciona e que o relacionamento melhora visivelmente.
Cláudio, casado há 20 anos, conta que depois de seguir algumas dicas, ele e a mulher se reaproximaram e descobriram novas formas de compartilhar o tempo juntos.
"As dicas de Cláudya deram uma 'polida' no nosso relacionamento. Passamos a compartilhar mais nossas atividades. Pequenas mudanças resgataram o carinho que sentíamos um pelo outro e a vida sexual também melhorou", diz ele.
Suzi passou dos 20 anos de casamento com a auto-estima em baixa. As divergências conjugais acabaram esfriando o relacionamento. Foi quando resolveu seguir as dicas da terapeuta e conta que, a partir daí, a vida se transformou.
"O relacionamento com o meu marido, filhos, família e trabalho melhorou. O grau de entendimento na relação aumentou e eu e meu marido voltamos a nos conquistar", afirma Suzi.
De acordo com Cláudya, seguir as "regras" não é difícil. Basta que o casal reconheça os problemas e mostre boa vontade em mudar. Seguindo essas recomendações, Cláudya garante transformações físicas, mentais, emocionais e espirituais que vão trazer mais harmonia para o casal.
Confira os "10 Mandamentos para um casamento feliz":
1. manter o diálogo
2. desenvolver alguma atividade junto com o companheiro (a)
3. aprender a rir dos próprios defeitos e dos defeitos do outro
4. manter rituais familiares
5. preservar os momentos de intimidade
6. ter um espaço individual
7. ter um espaço de acordo mútuo
8. cultivar o riso na família
9. manter a cumplicidade no olhar
10. ter planos para a vida do casal

escolher uma resposta e evitar uma reação

Você pode escolher uma resposta e evitar uma reação

"ENTRE O QUE ACONTECE COMIGO E MINHA REAÇÃO AO QUE ACONTECE COMIGO, HÁ UM ESPAÇO.
NESTE ESPAÇO ESTÁ MINHA CAPACIDADE DE ESCOLHER MINHAS RESPOSTAS E DEFINIR
MEU DESTINO."

Stephen R. Covey, autor de
Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficazes

Nenhum de nós
pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outra más. Mas todos
nós podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem. Você
não é prisioneiro das reações.


por Aldo Novak

Algumas pessoas dizem que são muito
"sensíveis", que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e
família e com aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem
"muito sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade.

Pessoas sensíveis (por definição) são capazes de obter uma gama maior de
informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são
muito mais compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos
alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as
aparências, evitando que se desapontem. Além disso, pessoas sensíveis jamais
dizem que são sensíveis.

Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis,
que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são
destruídos por uma bronca do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase
mal construída de um membro da família? Elas não são sensíveis?

Não. Tais pessoas são reativas -- o contrário de sensíveis.

Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente
reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem
observar o todo, como crianças.

Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos
tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas.
Quando somos crianças, simplesmente reagimos (o que é natural), por isso adultos
reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Uma pessoa sensível (por obter mais informações que estão à sua volta) raramente
perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e
e-s-c-o-l-h-e a melhor r-e-s-p-o-s-t-a. Raramente
reage, como um animal faminto faria.

Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou
depois. Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta à tudo o que vai
acontecer. Resposta não é reação. Reação é sinônimo de programa automático.
Resposta é sinônimo de escolha.

Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe venha à
mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo. Escolha as palavras,
escolha os pensamentos, escolha as respostas, fugindo da armadilha que torna a
vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.

E observe aqueles que dizem que são "sensíveis". Olhe o comportamento dessas
pessoas. Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros
e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que
racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por sua
suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas,
mas ainda assim estarão somente reagindo.

Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!

Porque, como afirma Stephen Covey: "Entre o que acontece comigo e minha
reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha
capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino"






Aldo Novak

Caminhada: exercício poderoso

Caminhada: exercício poderoso


Fácil, sem custo ou contra-indicação, emagrece rápido, tonifica os músculos, reduz os riscos de doenças e deixa o astral lá em cima! E então, vamos nessa?

RENATA MENEZES

Existe, sim, uma atividade física perfeita, fácil e leve de desempenhar, capaz de proporcionar saúde, beleza, boa forma e muito mais: a caminhada. "É indiscutivelmente um dos exercícios mais eficientes, que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade ou do condicionamento físico", garante o fisiologista e personal trainer Fábio Bernardo (SP). Se realizado com freqüência - no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos -, torna- se eficaz para abandonar o sedentarismo, expulsar doenças e melhorar a qualidade de vida. Nas ruas da cidade, na esteira da academia ou até mesmo na areia da praia, você pode usufruir todos os benefícios dessa modalidade (veja os programas nas páginas seguintes e comece agora!).

SAÚDE DE FERRO



Assim como a corrida e a natação, caminhar é uma atividade aeróbica que ainda tem a vantagem de ser a mais segura de todas do ponto de vista cardiovascular e ortopédico. "Até com uma passada mais rápida, dificilmente o coração será sobrecarregado. Além disso, diferentemente da corrida, o risco de lesões nas articulações, em especial nas dos joelhos e tornozelos, é bem menor", revela o especialista.

Pé na estrada: ANDAR EMAGRECE E TONIFICA OS MÚSCULOS das pernas, do bumbum e do abdômen.

Isso sem falar que favorece muito a saúde do corpo todo: combate o colesterol ruim, estimula a circulação sanguínea, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e a densidade óssea, favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão e ameniza desequilíbrios posturais e articulares. Quer mais? Até problemas como insônia e depressão melhoram com o andar constante, que ainda relaxa e proporciona bem-estar emocional, levando o mau humor e o estresse para bem longe.

Importante: caminhar também afina a silhueta. Meia hora em ritmo moderado pode enxugar até 200 calorias. Utilizando velocidade e terrenos com subidas e descidas ou elevação na esteira, é possível tonificar os músculos. "O exercício freqüente melhora o tônus das pernas, do bumbum e do abdômen", afirma Carlos Cintra, preparador físico e fisiologista do exercício (SP).

CALCULE O SEU RITMO



Mas valer-se da atividade como modalidade esportiva não é o mesmo que passear no shopping. Para ganhar condicionamento físico é preciso acelerar o ritmo cardíaco e direcionar o treino para um objetivo específico. Se quer apenas relaxar, caminhe devagar, cerca de 1 km em meia hora. Já se pretende ganhar fôlego, escolha uma passada mais acelerada e terrenos com inclinação. Assim, o metabolismo aumenta e dá para andar 2 km em 30 minutos.

Caso queira emagrecer e conquistar condicionamento físico, treine em subidas e descidas. Você caminhará cerca de 3 km em meia hora. Para queimar gordura durante o exercício, o batimento cardíaco tem de ficar entre 70% e 80% da sua freqüência cardíaca máxima (FCM). Faça a seguinte conta para atingir essa marca: subtraia sua idade de 220 batimentos por minuto (BPM), que é o máximo estimado para qualquer pessoa. Multiplique o resultado por 70%. Veja o exemplo de uma pessoa de 30 anos: 220-30 = 190. 190 x 70% = 133 BPM. Isso quer dizer que o coração deve bater 133 vezes em 1 minuto de atividade. Para controlar, utilize um freqüencímetro ou conte os batimentos apertando o pulso. O treino não pode ser intenso a ponto de impedir que você vá até o final, nem tão leve que não estimule sua função cardiorrespiratória.

físico; e avançado, dirigido a quem busca melhorar a performance e acelerar a queima de gordura. Determine seu objetivo e circule agora!
NO ASFALTO


O exercício feito no asfalto é praticamente o mesmo do realizado na esteira, a única diferença é que você não tem total controle da inclinação do terreno e precisará calcular manualmente seu ritmo, relacionando o tempo e a distância percorrida. O impacto no asfalto é maior do que na esteira, por isso a intensidade do esforço é mais elevada.



NA ESTEIRA


A velocidade é ajustada pelo painel de controle. A maioria das esteiras possui sistema de inclinação para aumentar a intensidade do treino. Mas tome cuidado para não perder o equilíbrio. Mantenha-se concentrada o tempo todo.



NA AREIA


Caminhar na areia batida é o treino mais intenso. Embora absorva maior impacto do que no asfalto, cansa mais por promover muito atrito. Ou seja: "Como a areia afunda quando pisamos, o esforço para tirar o pé do chão e dar a passada é grande", explica o professor Fábio. Por esse motivo, o treinamento deve ser mais brando. Em compensação, o empenho resultará em pernas, bumbum e barriga bem durinhos.

• Tempo: 30 minutos
• Terreno: plano
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 2 km/h
• Velocidade de treinamento: 3 km/h por 22 minutos
• Para finalizar: desacelere por 3 minutos antes de parar
• Recomendação: caminhe três vezes por semana em dias alternados



• Tempo: 30 minutos
• Inclinação: reta
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 3 km/h
• Velocidade do treinamento: 4 km/h por 22 minutos
• Para finalizar: desacelere por 3 minutos antes de parar
• Recomendação: caminhe três vezes por semana em dias alternados



• Tempo: 30 minutos
• Terreno: plano
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 2 km/h
• Velocidade de treinamento: ritmo lento por 22 minutos
• Para finalizar: desacelere nos 3 minutos finais
• Recomendação: caminhe três vezes por semana em dias alternados

• Tempo: 30 minutos
• Terreno: variado com mais área plana do que subidas e descidas
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 2 km/h
• Velocidade de treinamento: 4 km/h por 22 minutos, procurando passar várias vezes por subidas e descidas
• Para finalizar: desacelere nos 3 minutos finais
• Recomendação: caminhe de segunda a sexta-feira



• Tempo: 30 minutos
• Inclinação: reta
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 4 km/h
• Velocidade de treinamento: 5 km/h com 5% de inclinação por 22 minutos
• Para finalizar: desacelere por 3 minutos antes de parar
• Recomendação: caminhe de segunda a sexta-feira



• Tempo: 30 minutos
• Terreno: variado, com mais área plana do que subidas e descidas
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 2 km/h
• Velocidade de treinamento: 22 minutos a 3 km/h, procurando passar duas vezes por subidas e descidas
• Para finalizar: desacelere nos 3 minutos finais
• Recomendação: caminhe de segunda a sexta-feira

• Tempo: 30 minutos
• Terreno: percurso que tenha mais subidas
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 3 km/h
• Velocidade de treinamento: 5 km/h por 22 minutos passando várias vezes pela subida
• Para finalizar: desacelere nos 3 minutos finais
• Recomendação: caminhe todos os dias, inclusive no fim de semana



• Tempo: 30 minutos
• Inclinação: reta
• Velocidade inicial: 7 minutos de aquecimento a 5 km/h
• Velocidade de treinamento: 6 km/h durante 10 minutos no plano e 6 km/h por mais 12 minutos com 10% de inclinação
• Para finalizar: desacelere por 3 minutos
• Recomendação: caminhe todos os dias, inclusive no fim de semana



• Tempo: 30 minutos
• Terreno: percurso com subidas e descidas
• Velocidade inicial: 5 minutos de aquecimento a 3 km/h
• Velocidade de treinamento: 22 minutos a 4 km/h, passando por subidas e descidas várias vezes
• Para finalizar: desacelere nos 3 minutos finais
• Recomendação: caminhe todos os dias, inclusive no fim de semana

ALONGUE-SE SEMPRE!


Sabe o que não pode faltar em qualquer tipo de caminhada? Alongamento. Embora as pernas sejam as mais exigidas durante as passadas, estique todos os grupos musculares antes e depois. Você se sentirá mais leve e flexível para iniciar e mais relaxada após o treino. Acompanhe um ritual básico de estica e puxa.



DORSAL


Em pé, entrelace as mãos atrás da cabeça. Inspire profundamente. Solte o ar fazendo força com os cotovelos para trás. Fique 15 segundos nessa posição e relaxe.



PANTURRILHAS


Em frente a uma parede, pés paralelos. Estenda os braços à frente do corpo e apóie as mãos. Leve o pé direito à frente, flexione o joelho e deixe a perna de trás estendida. Incline o tronco para a frente como se estivesse empurrando a parede. Fique assim por 30 segundos e repita do outro lado.



PARTE ANTERIOR DAS COXAS


Pés paralelos na largura dos quadris. Flexione a perna direita e, segurando o dorso do pé, tente encostar o calcanhar no glúteo. Deixe as coxas paralelas. Mantenha o alongamento por 30 segundos e repita do outro lado.



PEITORAL


Com as mãos espalmadas na altura do peito (posição de rezar), empurre controladamente uma mão contra a outra por cerca de 30 segundos.



PARTE POSTERIOR DAS COXAS E REGIÃO LOMBAR


Flexione o tronco para a frente tentando tocar os pés com as mãos - deixe as pernas esticadas. Fique assim por 40 segundos e volte devagar à posição inicial.



BRAÇOS


Eleve os braços acima da cabeça. Flexione o direito atrás da nuca e, com a mão esquerda, puxe um pouco o cotovelo para alongar o tríceps. Mantenha-se assim por 15 minutos e repita do outro lado.

PARTE INTERNA DAS COXAS


Pés bem afastados, flexione o joelho direito (mantendo-o para fora) até a perna formar um ângulo de 90º. Deixe a outra estendida. Permaneça assim por 30 segundos e repita do outro lado.

PARA NÃO ERRAR

Não é porque a caminhada é simples e fácil de executar, que não requer alguns cuidados básicos. Para garantir todas as vantagens dessa prática, preste atenção nestes pequenos detalhes:

Roupa - Nem pense em usar uma roupa comum e sapatos - este último prejudica a postura e provoca dores nas pernas e nos pés. Use vestimenta apropriada, de preferência leve e de tecido que favoreça a transpiração, como o algodão. "Apesar de não se tratar de uma modalidade de alto impacto, é bom utilizar um tênis macio com um bom amortecedor", sugere Fábio Bernardo.

Horário - Em dias ensolarados, dê preferência ao período da manhã até as 10 horas, e à tarde após as 17 horas. Quando se mantém um horário fixo, o organismo se adapta melhor. Até na academia vale ser pontual.

Local - Lugares seguros, sem riscos de assalto ou atropelamento, pouco poluídos, bem ventilados e com áreas verdes dão mais prazer. Procure terrenos regulares e de areia batida, pois pistas com muita instabilidade (buracos) podem prejudicar sua pisada e provocar torções e lesões.

Passada - Observe bem a mecânica do exercício, tanto na esteira como ao ar livre. Mantenha o tronco ereto, olhar na horizontal, queixo paralelo ao solo e abdômen contraído. Flexione os braços a 45 graus e caminhe movimentando os cotovelos para a frente e para trás, alternando o braço direito com a perna esquerda e vice-versa. Apóie primeiro o calcanhar e depois toda a planta do pé.
O leão e os gatos
Um leão encontrou um grupo de gatos conversando. "Vou devora-los",
pensou.
Mas começou a sentir-se estranhamente calmo. E resolveu sentar-se com
eles, para prestar atenção no que diziam.
- Meu bom Deus - disse um dos gatos, sem notar a presença do leão. -
Oramos a tarde inteira! Pedimos que chovessem ratos do céu!
- E, até agora, nada aconteceu! - disse outro. - Será que o Senhor
não existe?
O céu permaneceu mudo. E os gatos perderam a fé.
O leão levantou-se, e seguiu seu caminho, pensando:" veja como são as
coisas. Eu ia matar estes animais, mas Deus me impediu. Mesmo assim, eles
pararam de acreditar nas graças divinas: estavam tão preocupados com o que
estava faltando, que nem repararam na proteção que receberam."


Muitas vezes agimos assim em nossas vidas, damos tanta ênfase as
dificuldades, aos erros, decepções, desilusões e perdas que esquecemos de
agradecer e comemorar as vitórias... acordar e ter a chance de vivermos
mais 01 dia que já é um motivo muito forte para agradecermos....


Que possamos aprender a dar a cada situação a importância que ela realmente
merece, e que nunca percamos a fé de conquistarmos

segunda-feira, 18 de junho de 2007

teologia liberal

A teologia liberal
e suas implicações para a fé bíblica

Do jeito que as coisas andam em nossos dias, precisamos urgentemente nos libertar da teologia liberal. É espantoso o crescente número de livros (inclusive publicados por editoras evangélicas) que esboçam os ensinamentos deste tipo de teologia ou tecem comentários favoráveis.
Encontramos grande quantidade de obras defendendo e/ou propagando a teologia liberal. E não é só isso. A forma com que alguns seminários e igrejas vêm se comprometendo com os ensinos desta teologia também é de impressionar.
A libertação da teologia liberal não só é necessária como também é vital para a Igreja brasileira, ameaçada pelo secularismo e pelo liberalismo teológico corrosivo.
Apesar das motivações iniciais dos modernistas, suas idéias, no entanto, representaram grave ameaça à ortodoxia, fato já comprovado pela história. O movimento gerou ensinamentos que dividiram quase todas as denominações históricas na primeira metade deste século. Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade descarada. Atualmente, a maioria dos evangélicos tende a compreender a palavra "modernismo" como uma negação completa da fé. Por isso, com facilidade esquecemos que o objetivo dos primeiros modernistas era apenas tornar a igreja mais "moderna", mais unificada, mais relevante e mais aceitável em uma era caracterizada pela modernidade.
Mas o que caracterizaria um teólogo liberal? O verbete sobre o "protestantismo liberal" do Novo Dicionário de Teologia, editado por Alan Richardson e John Bowden, nos traz uma boa noção do termo. Vejamos três destaques de elementos do liberalismo teológico:
1- É receptivo à ciência, às artes e estudos humanos contemporâneos. Procura a verdade onde quer que se encontre. Para o liberalismo não existe a descontinuidade entre a verdade humana e a verdade do cristianismo, a disjunção entre a razão e a revelação. A verdade deve ser encontrada na experiência guiada mais pela razão do que pela tradição e autoridade e mostra mais abertura ao ecumenismo;
2- Tem-se mostrado simpatia para com o uso dos cânones da historiografia para interpretar os textos sagrados. A Bíblia é considerada documento humano, cuja validade principal está em registrar a experiência de pessoas abertas para a presença de Deus. Sua tarefa contínua é interpretar a Bíblia, à luz de uma cosmovisão contemporânea e da melhor pesquisa histórica, e, ao mesmo tempo, interpretar a sociedade, à luz da narrativa evangélica;
3 - Os liberais ressaltam as implicações éticas do cristianismo. O cristianismo não é um dogma a ser crido, mas um modo de viver e conviver, um caminho de vida. Mostraram-se inclinados a ter uma visão otimista da mudança e acreditar que o mal é mais uma ignorância. Por ter vários atributos até divergentes, o liberal causa alergia para uns e para outros é motivo de certa satisfação, por ser considerado portador de uma mente aberta para o diálogo com posições contrárias.


Características do cristianismo ortodoxo se baseiam nos seguintes pontos:
• Manter fidelidade incondicional à Bíblia, que é inerrante, infalível e verbalmente inspirada;
• Acreditar que o que a Bíblia diz é verdade (verdade absoluta, ou seja, verdade sempre, em todo lugar e momento);
• Julgar todas as coisas pela Bíblia e ser julgado unicamente por ela;
• Afirmar as verdades fundamentais da fé cristã histórica: a doutrina da Trindade, a encarnação, o nascimento virginal, o sacrifício expiatório, a ressurreição física, a ascensão ao céu, a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, o novo nascimento mediante a regeneração do Espírito Santo, a ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição dos ímpios para o juízo final e a morte eterna e a comunhão dos santos, que são o Corpo de Cristo.
• Ser fiel à fé e procurar anunciá-la a toda criatura;
• Denunciar e se separar de toda negativa eclesiástica dessa fé, de todo compromisso com o erro e de todo tipo de apostasia;
• Batalhar firmemente pela fé que foi concedida aos santos.

Contudo, o liberalismo, em sua apostasia, nega a validade de quase todos os fundamentos da fé, como, por exemplo, a inerrância das Escrituras, a divindade de Cristo, a necessidade da morte expiatória de Cristo, seu nascimento virginal e sua ressurreição. Chegam até mesmo a negar que existiu realmente o Jesus narrado nas Escrituras. A doutrina escatológica liberal se baseia no universalismo (todas as pessoas serão salvas um dia e Deus vai dar um jeito até na situação do diabo) e, conseqüentemente, para eles, não existe inferno e muito menos o conceito de pecado. O liberalismo é um sistema racionalista que só aceita o que pode ser "provado" cientificamente pelos próprios conhecimentos falíveis, fragmentados e limitados do homem.
Os primeiros estudiosos que aplicaram o método histórico-crítico sem critérios ao estudo das Escrituras negavam que a Bíblia fosse, de fato, a Palavra de Deus inspirada. Segundo eles, a Bíblia continha apenas a Palavra de Deus.

O liberalismo teológico tem procurado embutir no cristianismo uma roupagem moderna: pegam as últimas idéias seculares e, sorrateiramente, espalham no mundo cristão. J.G. Machem, em seu livro Cristianismo e liberalismo, trata deste assunto com maestria. Na contracapa, podemos ver uma pequena comparação entre o cristianismo e o liberalismo: "O liberalismo representa a fé na humanidade, ao passo que o cristianismo representa a fé em Deus. O primeiro não é sobrenatural, o último é absolutamente sobrenatural. Um é a religião da moralidade pessoal e social, o outro, contudo, é a religião do socorro divino. Enquanto um tropeça sobre a 'rocha de escândalo', o outro defende a singularidade de Jesus Cristo. Um é inimigo da doutrina, ao passo que o outro se gloria nas verdades imutáveis que repousam no próprio caráter e autoridade de Deus".
Muitos, por buscarem aceitação teológica acadêmica, têm-se comprometido fatalmente, pois, na prática, os liberais tentam remover do cristianismo todas as coisas que não podem ser autenticadas pela ciência. Sempre que a ciência contradiz a Bíblia, a ciência é preferida e a Bíblia, desacreditada.
Hoje, a animosidade que demonstram para com a Bíblia tem caracterizado aqueles que crêem que ela é literalmente a Palavra de Deus e inerrante (sem erros em seus originais) como "fundamentalistas" .1 Ora, podemos por acaso negociar o inegociável?

Os liberais acusam os evangélicos de transformar a Bíblia em um "papa de papel", ou seja, em um ídolo. Com isso, culpam os evangélicos de bibliolatria. 2 Estamos cientes de que tem havido alguns exageros por parte de alguns fundamentalistas evangélicos, mas a verdade é que os "eruditos" liberais têm-se mostrado tão exagerados quanto muitos do que eles denominam de fundamentalistas. Teoricamente falando, a maioria dos liberais acredita em Deus, supondo que Ele pode intervir na história da humanidade, porém, na prática, e com freqüência, mostram-se muito mais deístas.3 Normalmente, os liberais também favorecem o "relativismo" , ou seja, difundem que no campo da verdade não há absolutos. Segundo este raciocínio, se não há verdades absolutas, então, as verdades da Bíblia (que são absolutas) são relativas, logo, não podem ser a Palavra de Deus. Tendo rejeitado a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e aceitado a idéia de que tudo está fluindo, o teólogo liberal afirma que não é segura qualquer idéia permanente a respeito de Deus e da verdade teológica.
Levando o pensamento existencialista às últimas conseqüências, conclui-se que: se quisermos que a Bíblia tenha algum valor para a modernidade e fale ao homem moderno, temos de criar uma teologia para cada cultura, para cada contexto, onde nenhum ensino é absoluto, mas relativo, variando conforme o contexto sociocultural. Obviamente, tal pensamento possui fundamento em alguns pontos, mas daí ao radicalismo de pregar que nada é absoluto, isso já extrapola e fere diversos princípios bíblicos.

Raízes
O liberalismo teológico começou a florescer de forma sistematizada devido à influência do racionalismo de Descartes e Spinoza, nos séculos 17 e 18, que redundou no iluminismo.4 O liberalismo opunha-se ao racionalismo extremado do iluminismo.


Na verdade, quando a igreja começa a flertar com o liberalismo e se render aos seus interesses, ela perde sua autoridade e deixa de ser embaixadora de Deus. A história tem provado que onde o liberalismo teológico chega a Igreja morre. Este é um aviso solene que deve estar sempre trombeteando em nossos ouvidos.
A baixa crítica
Conforme Gleason L. Archer Jr, "a 'baixa crítica' ou crítica textual se preocupa com a tarefa de restaurar o texto original na base das cópias imperfeitas que chegaram até nós. Procura selecionar as evidências oferecidas pelas variações, ou leituras diferentes, quando há falta de acordo entre os manuscritos sobreviventes, e pela aplicação de um método científico chegar àquilo que era mais provavelmente a expressão exata empregada pelo autor original".5
A alta crítica
J. G. Eichhorn, um racionalista germânico dos fins do século 18, foi o primeiro a aplicar o termo "alta crítica" ao estudo da Bíblia. E, por esse motivo, ele tem sido chamado de "o pai da crítica do Antigo Testamento". Segundo R. N. Champlin, "a 'alta crítica' aponta para o exame crítico da Bíblia, envolvendo qualquer coisa que vá além do próprio texto bíblico, isto é, questões que digam respeito à autoria, à data, à forma de composição, à integridade, à proveniência, às idéias envolvidas, às doutrinas ensinadas, etc. A alta crítica pode ser positiva ou negativa em sua abordagem, ou pode misturar ambos os pontos de vista".6 Mas o que temos visto na prática é que esta forma de crítica tem negado as doutrinas centrais da fé cristã, em nome da ciência, da modernidade e da razão. O que fica evidente é que alguns críticos partem com o intuito de desacreditar a Bíblia, devido a alguns pressupostos naturalistas, chegando ao cúmulo de dizer que a Igreja inventou Jesus.

Conforme Norman Geisler "a alta crítica pode ser dividida em negativa (destrutiva) e positiva (construtiva) . A crítica negativa, como o próprio nome sugere, nega a autenticidade de grande parte dos registros bíblicos. Essa abordagem, em geral, emprega uma pressuposição anti-sobrenatural" .7
Métodos aplicados a qualquer tipo de literatura passaram a ser aplicados também à Bíblia, com grandes doses de ceticismo (no que diz respeito à validade histórica e à integridade de seus livros), com invenções de entusiastas que tinham pouca base nos fatos históricos. Assim, onde vemos nas narrativas da Bíblia fatos sobrenaturais esta teologia lhes confere interpretações naturais, retirando da Palavra de Deus todas as intervenções miraculosas. Claramente é impróprio, ou mesmo blasfematório, nos colocarmos como juízes sobre a Bíblia.

Penosamente, a "alta crítica" tem empregado uma metodologia faltosa, caindo em alguns pressupostos questionáveis. E, devido aos seus resultados, ultimamente vem sendo descrita como "alta crítica destrutiva". (para melhor compreensão, veja o quadro comparativo acima)8
C. S. Lewis, sem dúvida o apologista cristão mais influente do século 20, em seu artigo "A teologia moderna e a crítica da Bíblia", tece os seguintes comentários:
"Em primeiro lugar, o que quer que esses homens possam ser como críticos da Bíblia, desconfio deles como críticos9 [...] Se tal homem chega e diz que alguma coisa, em um dos evangelhos, é lendária ou romântica, então quero saber quantas lendas e romances ele já leu, o quanto está desenvolvido o seu gosto literário para poder detectar lendas e romances, e não quantos anos ele já passou estudando aquele evangelho1 0 [...] os críticos falam apenas como homens; homens obviamente influenciados pelo espírito da época em que cresceram, espírito esse talvez insuficientemente crítico quanto às suas próprias conclusões1 1 [...] Os firmes resultados da erudição moderna, na sua tentativa de descobrir por quais motivos algum livro antigo foi escrito, segundo podemos facilmente concluir, só são 'firmes' porque as pessoas que sabiam dos fatos já faleceram, e não podem desdizer o que os críticos asseguram com tanta autoconfiança" .1 2
Prove e veja
Na Universidade de Chicago, Divinity School, em cada ano eles têm o que chamam de "Dia Batista", quando cada aluno deve trazer um prato de comida e ocorre um piquenique no gramado. Nesse dia, a escola sempre convida uma das grandes mentes da literatura no meio educacional teológico para palestrar sobre algum assunto relacionado ao ambiente acadêmico.
Certo ano, o convidado foi Paul Tillich,1 3 que discursou, durante duas horas e meia, no intuito de provar que a ressurreição de Jesus era falsa. Questionou estudiosos e livros e concluiu que, a partir do momento que não existiam provas históricas da ressurreição, a tradição religiosa da igreja caía por terra, porque estava baseada num relacionamento com um Jesus que, de fato, segundo ele, nunca havia ressurgido literalmente dos mortos.

Ao concluir sua teoria, Tillich perguntou à platéia se havia alguma pergunta, algum questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro, de cabelos brancos, se levantou no fundo do auditório: "Dr Tillich, eu tenho uma pergunta, ele disse, enquanto todos os olhos se voltavam para ele. Colocou a mão na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer... Dr Tillich... crunch, munch... minha pergunta é muito simples... crunch, munch... Eu nunca li tantos livros como o senhor leu... crunch, munch... e também não posso recitar as Escrituras no original grego... crunch, munch ... Não sei nada sobre Niebuhr e Heidegger... crunch, munch... [e ele acabou de comer a maçã] Mas tudo o que eu gostaria de saber é: Essa maçã que eu acabei de comer... estava doce ou azeda?

"Tillich parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso: 'Eu não tenho possibilidades de responder essa questão, pois não provei a sua maçã'.
"O senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente: 'O senhor também nunca provou do meu Jesus, e como ousa afirmar o que está dizendo?". Nesse momento, mais de mil estudantes que estavam participando do evento não puderam se conter. O auditório se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a platéia e, rapidamente, deixou o palco".
É essa a diferença!
É fundamental considerar que tudo o que engloba a fé genuinamente cristã está amparado em um relacionamento experimental (prático) com Deus. Sem esse pré-requisito, ninguém pode seriamente afirmar ser um cristão. Seria muito bom se os críticos se atrevessem a experimentar este relacionamento antes de tecerem suas conjeturas. Se assim fosse, certamente se lhes abriria um novo horizonte para suas proposições e, quem sabe, entenderiam que o sobrenatural não é uma brecha da lei natural, mas, sim, uma revelação da lei espiritual.

Notas

1 O fundamentalismo foi um movimento surgido nos Estados Unidos durante e imediatamente após a 1ª Guerra Mundial, a fim de reafirmar o cristianismo protestante ortodoxo e defendê-lo contra os desafios da teologia liberal, da alta crítica alemã, do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos para o cristianismo.
2 Adoração à Bíblia.
3 Segundo a comparação clássica entre Deus e o fabricante de um relógio, Deus, no princípio, deu corda ao relógio do mundo de uma vez para sempre, de modo que ele agora continua com a história mundial sem a necessidade de envolvimento da parte de Deus.
4 O Iluminismo enfatizava a razão e a independência e promovia uma desconfiança acentuada da autoridade. A verdade deveria ser obtida por meio da razão, observação e experiência. O movimento foi dominado pelo anti-sobrenaturalis mo e pelo pluralismo religioso.
5 ARCHER, Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? Edições Vida Nova, p.54.
6 CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol 1. Candeia, p. 122.
7 GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética. Editora Vida, p.113.
8 Ibid. p. 116.
9 MCDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredicto. Vol 2. Editora Candeia, p.522.
10 Ibid., p.526.
11 Ibid., p.526.
12 Ibid., p.528.
13 Paul Tillich nasceu em 20 de agosto de 1886, em Starzeddel, na Prússia Oriental, perto de Guben. Foi um teólogo-filósofo e representante do existencialismo religioso.
* matéria colhida na revista Defesa da Fé.